Desconferência – 28 de novembro

Participaram desta discussão de abertura do evento, os convidados do Itaú Cultural envolvidos nos debates e paineis. Apesar do formato “desconferência”  ser relativamente novo, o seminário apostou nesta dinâmica para, de uma forma descontraída, mas não menos importante, sensibilizar e entrosar os participantes.

Durante as discussões, sem formalidades, os participantes pontuaram e destacamos as considerações:

Samara  Ferreira (coordenadora do Grupo de Trabalho de Formação do Itaú Cultural) fez abertura ainda fechada ao público mas bastante informal e levantou as seguintes questões: Quais as dificuldades de trabalhar com educação e a sua formação e como fazer para os projetos de formação avançarem?

Sônia Sobral (gerente do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural) propôs que sejam feitas questões além das já sugeridas para discussão durante o seminário.

Ilana Seltzer (mediadora) falou sobre a dificuldade de formação que os setores educativos nas instituições encontram, como por exemplo o desafio de manter educadores nos departamentos educativos dos museus além das temporadas de exposição. Citou a pouca valorização do setor e que a idéia de fidelização dos profissionais é difícil pelos poucos estímulos oferecidos pelas instituições.

Afonso Oliveira, (produtor cultural) comentou que a formação é sempre tratada em segundo plano. A descontinuidade das equipes educativas é um problema na formação pois o dialogo deveria ser continuado e as experiências conservadas. Pontuou a necessidade de organização como fundamental, da maneira como o Itaú Cultural faz.

Lula Gonzaga, (produtor cultural e animador – Pernambuco) contou rapidamente como organizou e viabilizou um ponto de cultura itinerante e a forma como propõe oficinas curtas no Nordeste  do Brasil para estimular o interesse pela educação e cultura.

Carlos Rendon, (produtor cultural – Colômbia) comentou sobre a dificuldade que enfrenta em seu país em relação à formação. Citou que comunidade precisa de estímulos, a linguagem deve ser acessível, os centros de formação devem ser espalhados pela cidade para trocarem experiência, e fortalezer a cultura. A proposta e de integração e articulação na formação dos educadores é essencial para o sucesso e para obter resultados.

Alexandre Sequeira, (fotógrafo e produtor cultural – Pará) afirma que a grande questão quando se fala de cultura é que se impõe um modelo a se atingir e é preciso levar em conta a questão do reconhecimento das diferenças na formação.

Ivana Bentes, (diretora de universidade UFRJ) comentou que estamos vivendo um momento da formação autônoma, e que não dá para esperar a reestruturação da universidade, temos que seguir em frente. Lembrou que o Terceiro Setor também consolida, se coloca em disputa com o Estado. Afirma que temos que qualificar as universidades particulares, e definitivamente temos que questionar o sistema,  independente de ser público ou privado.

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